RebobinaCast 60 - Um dia de Fúria 1993
“EU SÓ ESTOU INDO PARA CASA.”Calor infernal. Trânsito parado. Buzinas. Um carro abandonado no meio da rua.E um homem de camisa branca, gravata e uma maleta na mão decide simplesmente…
REBOBINACAST #60
Calor infernal. Trânsito parado. Buzinas. Um carro abandonado no meio da rua.
E um homem de camisa branca, gravata, óculos e uma maleta na mão decide simplesmente... ir embora a pé.
No episódio #60 do RebobinaCast, Mister Everton e Gui Viotti, com a participação especial de Cris Polisello, voltam para 1993 para revisitar Um Dia de Fúria (Falling Down), um dos filmes mais provocadores, desconfortáveis e inesquecíveis da carreira de Michael Douglas.
D-Fens é uma vítima de um mundo enlouquecido, o vilão da história... ou as duas coisas?
UMA CAMINHADA QUE SAI COMPLETAMENTE DO CONTROLE
William Foster, o famoso D-Fens, atravessa Los Angeles tentando chegar à casa da ex-esposa para participar do aniversário da filha.
Parece simples. Só existe um pequeno problema: cada parada transforma sua caminhada em uma nova discussão — e cada discussão termina um pouco pior que a anterior.
| 01. O café da manhã que terminou minutos atrás. |
| 02. Os preços absurdos de uma loja de conveniência. |
| 03. Uma obra na rua que aparentemente não precisava existir. |
| 04. O trânsito, a intolerância e a frustração cotidiana. |
| 05. E decisões cada vez mais perigosas. |
Aos poucos, aquilo que inicialmente parece ser a história de um trabalhador revoltado com pequenas injustiças do cotidiano revela algo muito mais sombrio.
QUE NÃO DEVERIA ESTAR TORCENDO POR D-FENS?
MICHAEL DOUGLAS CONTRA O MUNDO
Dirigido por Joel Schumacher, o filme coloca Michael Douglas em um papel completamente diferente do tradicional herói de ação.
Nada de músculos gigantescos. Nada de uniforme militar. Nada de treinamento especial.
O “uniforme” de D-Fens é uma camisa social branca, gravata, óculos e uma maleta. Mesmo assim, o personagem se tornou uma das figuras mais reconhecíveis do cinema dos anos 90.
Do outro lado está Robert Duvall como o policial Martin Prendergast, vivendo justamente seu último dia de trabalho.
E existe um contraste muito interessante: enquanto D-Fens perde progressivamente o controle, Prendergast faz o caminho inverso. O policial aparentemente cansado e apagado vai recuperando sua confiança, sua autoridade e sua coragem.
NESTE EPISÓDIO DO REBOBINACAST
Mister Everton, Gui Viotti e Cris Polisello conversam sobre a atuação de Michael Douglas, a direção de Joel Schumacher, Robert Duvall e, claro, as cenas mais absurdas da caminhada de D-Fens por Los Angeles.
E como tradição é tradição, também teremos nossas premiações e maluquices:
★ Prêmio George Lucas — Melhor Efeito Visual
★ Prêmio Steve James — Melhor Coadjuvante
★ Prêmio Sean Bean — Melhor Morte
★ Prêmio Cigano Igor — Atuação mais questionável
★ Cast Nacional RebobinaCast — Quem faria esse filme no Brasil?
E SE ARNOLD SCHWARZENEGGER ESTIVESSE NO FILME?
Também responderemos à pergunta que Hollywood aparentemente nunca teve coragem de fazer:
DEIXARIA UM DIA DE FÚRIA MELHOR?
Imagine Arnold Schwarzenegger preso naquele engarrafamento, tentando chegar em casa...
D-Fens abandona o carro e começa a andar. Arnold provavelmente abandonaria o carro carregando o próprio carro.
E existe uma boa chance de Los Angeles não chegar inteira aos créditos finais.
UM DIA DE FÚRIA AINDA FUNCIONA EM 2026?
Mais de três décadas depois, o filme continua provocando discussões sobre frustração, violência, isolamento, desemprego, intolerância e a sensação de que o mundo está mudando rápido demais.
E talvez seja justamente por isso que Um Dia de Fúria continua tão interessante.
Por trás das armas, explosões, discussões e do humor ácido existe uma pergunta muito mais incômoda:
ou contra a própria incapacidade de aceitar que o mundo não era mais como ele queria?
Porque hoje...
Cinema de ação, aventura, nostalgia e cultura pop
rebobinados do nosso jeito.
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